Ao iniciar o seu terceiro período de governança,
a ANUT ingressa numa nova fase de desafios.
Nos últimos anos foi vencida a etapa de
robustecimento interno com afiliação de grandes grupos
da indústria e do agronegócio, além da conquista
do reconhecimento de entidade mais representativa dos usuários
do transporte de carga no País. A Associação,
até aqui, vinha focada no diagnóstico dos problemas
de suas associadas e empenhada na solução dos gargalos
que assolam a malha viária, os sistemas modais e os portos.
Além da continuidade deste trabalho, a ANUT busca agora um novo patamar de atuação,
buscando o cerne da solução dos problemas
logísticos do País, que será
crucial para o crescimento da nossa economia.
Um país que perde cerca de 11 milhões
de toneladas de sua produção agrícola,
e com isso e só por isso consegue fazer o escoamento
da sua safra, é um país que penaliza
o empreendedor, a produção e despreza
a competência.
A nação caiu numa armadilha e precisa
sair dela com urgência. São velhos desafios
que demandam soluções inovadoras. Não
basta mais apontar problemas e exigir recursos que
não estão disponíveis.
É enorme a responsabilidade
da ANUT neste difícil cenário, como
partícipe ativo do complexo desafio de manutenção
e amp ampliação da competitividade nacional,
onde a logística tem hoje papel preponderante.
Não haverá Brasil competitivo sem
logísitica competitiva.
Assim, cabe a ANUT intensificar suas
relações e inter-relações
com os mais diversos atores do processo, sejam empresas,
governos, instituições, agências,
organismos internacionais e tantos outros. Todo o
conhecimento, técnicas e procedimentos que
agregem processos de solução deverão
ser considerados e imersos em ambiente sinérgico.
Desta forma, estar-se-á construindo uma
estratégia de cooperação ampla,
que poderá se estender pela América
Latina, na busca de uma solução que
nos traga a certeza da competitividade.
Ressalta-se aqui o papel do Estado como agente
determinante, dado ser o principal responsável
dos investimentos e regulador da área de transportes.
Aqui, a ANUT, com sua legitimidade de grande usuária
e de dependência competitiva do sistema viário,
pretende ter participação ativa, influenciando
os processos decisórios para a maior disponibilização
e a alocação dos recursos públicos.
Os investimentos tem que ser voltados para as necessidades
de seus verdadeiros interessados que são os
usuários.
Cabe enfatizar, ainda, a determinação
de acompanhar e contribuir para a ação
regulatória das Agências, olhadas sob
a ótica de guardiãs da adequada prestação
dos serviços públicos pelas concessionárias
do setor.
Ainda na atuação governamental, a
Associação pretende ir mais além,
participando do processo de planejamento futuro do
transporte no País, interagindo com os canais
competentes, de modo a garantir a expansão
competitiva da produção nacional. Novas
tecnologias de informação e comunicação
voltadas para o suporte dessa atividade necessitam
de urgente implementação, incluindo
o uso intensivo das redes na interação
dos partícipes das decisões.
Cabe ainda destacar que, em todos os momentos,
a ANUT estará sempre atenta a preservação
da competição entre os operadores logísticos,
procurando evitar abusos de concentrações
econômicas que venham a ter consequências
danosas e mesmo irreparáveis à produção
nacional. Neste sentido, não exitará
em atuar junto ao Sistema Brasileiro de Defesa da
Concorrência.
Como visto, toda essa nova abordagem
compõe a chamada AGENDA CRITICA da ANUT, que
estará sendo sempre aprimorada e implementanda,
sendo suportada pelo Plano Estratégico da entidade,
já em execução, que detalha e
afere periodicamente a atuação da Associação
em ampla gama de ações em todos os modais.
Paulo Manoel Lenz Cesar Protasio
Presidente